"Há duas qualidades primordiais, sem as quais uma vida humana decente, para não dizer satisfatória, é impensável: liberdade e segurança. Precisamos de ambas, mas elas nos parecem muito difíceis e, o que é pior, impossível tê-las ao mesmo tempo. Segurança sem liberdade equivale à escravidão, enquanto liberdade sem segurança suficiente significa uma vida arriscada de contínua incerteza; para obter maior segurança, precisamos abrir mão de parte de nossas liberdades, ao passo que o preço de mais liberdade tende a ser uma crescente insegurança. Nenhuma dessas perspectivas é atraente e, assim, a busca por um melhor equilíbrio entre liberdade e segurança faz lembrar mais um pêndulo do que uma linha reta."
Depoimento de Zygmunt Bauman
terça-feira, 20 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
[...]
Oh my darling, oh my darling,
Oh my darling, Clementine!
Thou art lost and gone forever
Dreadful sorry, Clementine.
Oh my darling, Clementine!
Thou art lost and gone forever
Dreadful sorry, Clementine.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
"Há lugar para a carne no teu coração, Senhor? Há uns veios fundos e gemidos com o som do UMM? Ehud, sabes como é a palavra intelecto em russo? É UMM. O M prolongado UMMMMMMMM. a carne é que deveria ter o som de UMM, é assim no teu peito, Senhor, o sentir da carne? de lá do escuro venho vindo, teias à minha volta, estou presa a ti, do UMM à carne, um torcido elastiçoso no espaço de nós dois, não te separes nunca, não tentes, é sangue e gosma, é dubiez na aparência mas é cristal de rocha, vívido empedrado, é úmido também, UMM, o intelecto pulsante, a carne remançosa na aparência, se me olhas não vês febricidade mas se me tocas te seguro numas duras babas, tu e eu, um único novelo espiralado, não te separes nunca, não tentes, subo até teus tornozelos, vou te lambendo lassa, aspiro pêlos, cheiros, encontro coxa e sexo, queria te engolir, Ehud, descias em UMM pela minha laringe, UMM pelas minhas tripas, nódulos, lisuras, trituro teus conceitos, teu roxo intelecto, teu olhar para os outros, te engulo Ehud, altanaria, porte, teu compassado, teu não saber sobre mim, teu muito-nada compreender, delizas de UMM pelos tubos das vísceras, teu misturar-se a mim, adentrado desfazido, não és mais Ehud, és Hillé e agora não te temo"
Trecho "A Obscena Senhora D" - Hilda Hilst
Trecho "A Obscena Senhora D" - Hilda Hilst
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Certos amores não se esgotam. Perduram com o tempo e às vezes continuam a inflar sem que percebamos. Mesmo diante das brigas e dos atropelos, eles vão seguindo mudos, tecendo seus fios (e quando reaparecem soam tão inabalados). Os amores mais frágeis se desgastam - não cabe a eles o verdadeiro sentido do amor. Uma faísca e...!
Certos amores persistem, mas só borbulham de quando em quando dentro da gente.
Certos amores persistem, mas só borbulham de quando em quando dentro da gente.
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