domingo, 25 de maio de 2008

E a dúvida fica me rondando: será que acabou?
acabou a cumplicidade construída tão lentamente, mas que parecia inabalável, as horas de risadas por bobagens e maldades (que há tempos não encontro por aqui), as saudades que a distância sempre nos causou, as briguinhas pelas oscilações de humor tão costumeiras?
Os olhares que antes iam de encontro sem vacilar, agora mudam de curso na primeira oportunidade.
Não entendo bem como tudo isso se deu. Realmente se deu? Às vezes me parece ser só paranóia. Mas diálogos cheios de pausas constrangedoras me fazem crer no contrário...

Lamentações, lamentações...

O que faço pra mudar...?
Espero o outro mudar.






mas espero confiante.
quando não preguiça, luxúria.
quando não luxúria, gula.
quando não gula, vaidade.
quando não vaidade, avareza.
quando não avareza, soberba.
quando não soberba, ira.
quando não ira, preguiça.








e depois, nada.

terça-feira, 6 de maio de 2008

CLEMENTINE - I'm nervous. You don't need to be nervous around me, though. I like you. Do you think I'm repulsively fat?
JOEL - No, not at all.
CLEMENTINE- I don't either. I used to. But I'm through with that. Y'know, if I don't love my body, then I'm just lost. You know? With all the wrinkles and scars and the general falling apart that's coming round the bend. You ever inhale hairspray? Fucking good high. I don't anymore. It causes cellulite.
So, I've been seeing this guy...
CLEMENTINE - Oh, Joel, you're so sweet! Just been seeing him for the last week. He's kind of the kid. Kind of a goofball, but he's really stuck on me, which is flattering. Who wouldn't like that? And he's, like, a dope, but the says these smart and moving things sometimes, out of nowhere, that just break my heart. He's the one who game that crow photograph.
JOEL - Oh, yeah. Caw.
CLEMENTINE - It made me cry. But, anyway, we went up to Boston, because I had this surge to lie on my back on the Charles river. It gets frozen this time of year.
JOEL - That sounds scary.
CLEMENTINE - Exactly! I used to do it in college and I had this urge again, so I got Patrick and we drove all night to get there and he was was sweet and said nice things to me, but I was really disappointed to be there with him. Y'know? And that's where my psychic stuff comes in. Like, it just isn't tight with him. Y'know?
JOEL - I tkink so. I had a girlfriend two years ago and just yesterday...
CLEMENTINE - I don't believe in that soulmate crap anymore, but... Patrick says so many great things. We like the same writers. This writer Joel Townsley Rogers he turned me on to.
JOEL - Yeah, he's one of my favorite. I saw you had his book in your purse. One of the oddest locked room mysteries.
CLEMENTINE - And this kid's cute, too. It's fucked up. I mean, here it is Valentine's day and I can't bring myself to call him.
Joel, you should come up to the Charles with me sometime.
JOEL - Okay.

domingo, 4 de maio de 2008

um passado não tão distante

brisa foi-se.
agora tem dora.
duy anda mancando.
bruce continua ciumento.
mais à vista.







eu continuo sendo anti-higiênica.
ela continua não penteando o cabelo.

terça-feira, 22 de abril de 2008

De uns tempos pra cá
telefone, bicicleta
minhas saídas mais secretas
tô pensando em deixar

dê no que tiver que dar
seu amor me basta ter
pra ficar só com você
isso de uns tempos pra cá






[...]

domingo, 30 de março de 2008

É domingo, um dos seus vizinhos resolve compartilhar seu novo cd de pagode com o resto da rua.
O que fazer?


( ) coloca um som mais alto que o dele
( ) grita um sonoro PUTAQUEPARIU
( ) fingi que nada está acontecendo e continua com suas atividades normais
(x) arquiteta um homicídio repleto de sofrimento e dor




acordei um pouco impaciente hoje.

quinta-feira, 20 de março de 2008

da beleza dos dias.

Primeiro pensamento ao acordar: ah não, sair chovendo não...!
E foi seguindo a filosofia da cama e dos cobertores que passei quase uma hora cochilando, acordando, tomando coragem, cochilando de novo. Um dia de chuva dificilmente é apreciado de cara.
Raramente alguém diz "que belo dia de chuva!"; ainda não aprenderam a gostar dos dias monocromáticos. É uma pena. Tenho a impressão que o mundo ganha um aspecto diferente. O mundo se aqueta mesmo sem nem perceber. E isso não diz respeito só a mudança climática, mas nas mudanças de comportamento das pessoas.
Os guarda-chuvas dos homens (preto tradicional, transparente, xadrez) competem pelo espaço das ruas com as sombrinhas de estampas exageradas das senhoras. Crianças vestindo capas e galochas da mesma cor! Elas ficam tão onipotentes dentro dessas vestes; dá a impressão que os seus mundos não se abalam por nada. No fim terminam sempre secos e salvos nos seus respectivos destinos.
Nas paradas de ônibus pessoas se amontoam com medo dos chuviscos. Uma das raras ocasiões onde desconhecidos se aproximam. As aproximações podem ser forçadas, mas dependendo da demora das lotações as relações podem até se estreitar!
As calhas das casas no eterno pinga pinga; os pés sujos de lama daqueles que optaram por deixá-los seminus; os ensopados correndo em busca de abrigo; as praças abandonadas pelos aposentados, assíduos jogadores de qualquer coisa; os atrasos por causa do engarrafamentos; as boas desculpas que se pode inventar para se atrasar num dia como esse; as pessoas saindo empacotadas (casacos, botas, calças pesadas) embora o termômetro nem chegue aos 20°...
E é assim que a cidade, eterna escrava do verão, brinca um pouco de inverno.