quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Acaso

"Ele sempre me chamava de menino pequeno, e sempre tinha dinheiro para o picolé no fim da tarde.
Nos davamos bem...Devia ser porque ele era libriano.
É mesmo, ele era libriano...
Quando era o aniversário dele mesmo?!
4 de outubro!
E hoje é que dia...?
4...
...de outubro."

quarta-feira, 3 de outubro de 2007


Like anyone would be
I am flattered by your fascination with me
Like any hot blooded woman
I have simply wanted an object to crave

[...]

I don't think you unworthy
I need a moment to deliberate

terça-feira, 2 de outubro de 2007

à A.

A . tinha mãos atentas; e o dedo médio praticamente do mesmo tamanho do anelar, que eram fundamentais na sua arte de “resolver” tudo. Era tão prática... Sabia como ninguém qual seria o melhor roteiro: passeio turístico ou aventura em ilhas desconhecidas? Pizzaria em família ou Mc donald's no carro?!
Don't worry, ela resolve!
Tinha olhos de retórica, prontos para ferir, tanto um acanhado quanto um efusivo “discordo”; ora com piedade ora com desprezo, ambos completamente declarados. Nunca ligou muito para críticas; pelo menos nunca aparentou. Se desgostava o desprezo era certo. Caso gostasse apelidava e até retribuía sorrisos. Infelizmente com o tempo os sorrisos ficaram meticulosos e os apelidos viraram nomes e sobrenomes, ditos até com um pouco de ironia.

Em momento algum cheguei a desacreditar em seus bons sentimentos. Sofria, e bastante. Mais por si do que pelo resto, é verdade, mas nem por isso deixava de sofrer. Do resto ela tendia ao abandono sempre que havia uma oportunidade, porém dificilmente conseguia se desprender de seus antigos patrimônios por completo. Normalmente voltava para visitas casuais, assim como quem não quer nada, nem querendo estar ali, sabe...? Sempre estava. Se fazia presente; natais e aniversários, então...
Metamorfose-ou-se inúmeras vezes querendo não ser mais reconhecida.
Criava planos de fuga (in)falíveis! Finalmente conseguiu o que tanto queria: mudar.
E mudou(-se) tanto que hoje é dúvida aos mais próximos...
A . tinha aquele sorriso extravagante dependendo do sarcasmo e, muito provavelmente, da vítima da piada. Não a julgava por isso...Não, não a julgava.
Assim ela se fazia bonita; acredite, ela fazia-o bem.
Por vezes terminava se rendendo aos cosméticos rejuvenecedores, mas sem grandes exageros, claro.

[...]

A . tinha mãos reticentes...

sábado, 29 de setembro de 2007

E depois

Os labirintos
que cria o tempo
se desvanecem.

...(Só fica
o deserto)

O coração
fonte do desejo
se desvanece.

...(Só fica
o deserto)

A ilusão da aurora
e os beijos
se desvanecem.

Só fica
o deserto.
Um ondulado
deserto.



Federico García Lorca

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Aos 18 descobri que tinha um probleminha no coração. Nada realmente grave, mas que me impedia de fazer certas coisas...Amar era uma delas.
Segundo o médico a doença se atrubuía a sérias palpitações que tive anos antes; naquela época meu coração havia batido o que corresponderia por dez anos da vida de um humano normal. Desde então, ele não conseguia alcançar níveis muito acelerados de palpitações, e provavelmente não conseguiria pelos próximos dez anos.
"Minha querida, não perca seu tempo tentando reavivar tal órgão, pois por ora seria inútil."
Alarmada com a revelação, comecei a fazer um filme em minha cabeça e constatei que todas as vezes que ousei me apaixonar nos últimos tempos, ouvi apenas um ou dois batimentos mais acelerados, meio suspiro e nenhum, digo Nenhum tremer de pernas. A princípio havia acreditado ser apenas uma fase...Mas nunca imaginei ser puramente cardiológico o meu caso.
Ao sair da clínica, um tanto perplexa, confesso, porém muito mais tranquila; fui me encaminhando à cidade em passos rápidos, tão rápidos que quando notei já tinha atravessado a Agamenon à passos que acabaria com o fôlego do melhor dos atletas e, sem dúvida mataria o pior dos fumantes. Chegando do outro lado já tinha a respiração ofegante...e o coração?! Maldito coração! De nada havia adiantado, pois ele já voltara ao normal em pouquíssimos segundos.
Não me dei por vencida! Logo comecei a praticar os esportes mais radicais, a correr os maiores riscos...Não tinha jeito! Ele estava tão quieto no seu canto que nem um passeio nos Coelhos em pleno sábado à noite adiantou de muita coisa.
Enfim me conformei.
Hoje convivo até bem com minhas quase inexistentes palpitações; só não gosto de comentar sobre esse causo por aí, afinal quem vai achar normal uma mulher que dificilmente é despertada por um bater mais afoito do seu coração, ou até mesmo incapaz de um suspirar mais profundo e de uns trimiliques de vez em quando...?!

[...]

Daqui a dez anos a gente conversa...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Diretamente da pizzeria do senado...


O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conseguiu evitar a perda do seu mandato de senador nesta quarta-feira (12). O relatório que pedia sua cassação foi rejeitado pelo plenário da Casa por 40 votos pela absolvição, 35 pela cassação e 6 abstenções. Eram necessários 41 votos para que ele fosse cassado.


Renan Calheiros era acusado de pagar despesas pessoais com recursos do

lobista Cláudio Gontijo, funcionário da construtora Mendes Junior.

No Conselho de Ética, Renan não conseguiu provar que o dinheiro utilizado para o pagamento de pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, que teve uma filha com o senador, tem origem em negócios agropecuários.

A Polícia Federal (PF) encontrou contradições nos documentos da defesa. O órgão disciplinar do Senado aprovou parecer, cujo texto afirma que Renan mentiu ao Congresso na sua justificativa de renda.

Renan ainda sofre outros dois processos no Conselho de Ética.



A minha pode ser de quatro queijos com borda de catupiry?!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Do egocentrismo

Como todas as outras Evas...
Como todas as outras, Evas.
Como: todas as outras Evas.
Como todas as outras, Eva(s)?
Como? Todas as outras Eva(s)?
Como?! Todas as outras, Eva(s)!